quinta-feira, 30 de julho de 2009

PSOL protocola quinta representação contra Sarney no Conselho de Ética - saiu no UOL





29/07/2009 - 13h54
PSOL protocola quinta representação contra Sarney no Conselho de Ética
Da Agência Brasil

O PSOL protocolou hoje (29), no Conselho de Ética, a quinta representação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O partido pede a investigação de denúncia de desvio de parte de R$ 1,3 milhão que a Petrobras repassou à Fundação José Sarney, com sede no Maranhão, em 2005. O senador é presidente vitalício da fundação. A representação foi entregue pela presidente do PSOL, Heloisa Helena, e pelo senador José Nery (PA).

Na representação, o partido também requer apuração da omissão por Sarney, em declaração de renda à Receita Federal, de um imóvel de sua propriedade em Brasília. O senador José Nery informou que o ainda hoje o PSOL apresentará uma interpelação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ).

Em conversas com a imprensa, Duque questionou a legitimidade do PSOL na tentativa de desqualificar a iniciativa do partido de protocolar representação contra Sarney no colegiado. Paulo Duque já se pronunciou publicamente contra a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado.

José Nery não acredita que Duque arquive as cinco representações que estão no Conselho de Ética ou que elas deixem de ser investigadas numa ação de blindagem de José Sarney. "Se tentarem liminarmente arquivar ou não investigar, significará que o Conselho de Ética e o Senado Federal concordam com todos esses atos escabrosos praticados", afirmou.

Com o pedido protocolado hoje, chega a cinco o total de representações contra o presidente do Senado. O PSOL foi o primeiro partido a tomar a iniciativa quando pediu ao colegiado a apuração das responsabilidades de José Sarney e do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na edição dos atos secretos ainda durante a gestão de Agaciel Maia na Diretoria-Geral da Casa. Maia foi nomeado para o cargo em 1995, quando Sarney ocupou a presidência pela primeira vez.

Ontem (28), o PSDB encaminhou três representações ao conselho, que resultaram de denúncias feitas pelo líder do partido, Arthur Virgílio Neto (AM). Os tucanos querem que seja apuradas eventuais responsabilidades de senador peemedebista no desvio de recursos da Petrobras pela Fundação José Sarney; a participação do parlamentar na edição dos atos secretos, para suposto favorecimento de parentes; e o favorecimento ilegal da empresa Sarcris, que tem como sócio um neto do presidente do Senado, na intermediação de concessão de empréstimos consignados a servidores da Casa.


http://noticias.uol.com.br/politica/2009/07/29/ult5773u1837.jhtm

PSOL entra com nova representação contra Sarney - está na página do G1




PSOL entra com nova representação contra Sarney

Partido quer investigação sobre irregularidades em casa e fundação.
Conselho de Ética já recebeu cinco representações e quatro denúncias.


O PSOL entrou nesta quarta-feira (29) com uma nova representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). A representação foi protocolada pela presidente do partido, vereadora Heloísa Helena (AL), e pelo senador José Nery (PSOL-PA). O partido já tinha entrado com uma representação contra Sarney. O PSDB protocolou nesta terça-feira (28) três pedidos de investigação pelo Conselho contra o presidente da Casa.

No novo pedido de investigação, o PSOL pede a apuração da denúncia de que Sarney teria ocultado uma mansão de R$ 4 milhões em Brasília (DF) de sua declaração de bens à justiça eleitoral.

Nesta mesma representação, o partido pede também investigação pelo Conselho de Ética de supostas irregularidades na Fundação José Sarney, suspeita de ter desviado R$ 500 mil. O partido questiona também o fato do peemedebista ter afirmado não ter vínculo com a fundação e ser seu presidente de honra.

A assessoria de imprensa de Sarney afirmou que o peemedebista não vai se manifestar sobre as representações. Afirma ainda que as denúncias já foram "exaustivamente" esclarecidas quando veiculadas pela imprensa. Sobre a casa em Brasília, o presidente do Senado afirmou que a não declaração à justiça eleitoral foi um erro e que o imóvel consta em suas declarações à Receita Federal. Sobre a fundação, Sarney disse não ter relação com a gestão da entidade, que é administrada por terceiros por meio de um documento de delegação de poderes.

No pedido anterior feito pelo PSOL o foco era os atos secretos. O partido deseja que o Conselho investigue a participação de Sarney no esquema e se ele se beneficiou destas medidas sigilosas. Em outra representação, O partido pediu também que fosse apurada a responsabilidade do ex-presidente da Casa e atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na edição dos atos secretos.



Para Heloísa Helena, a situação de Sarney piorou. Ela afirmou que antes via apenas indícios de sua participação em atos ilícitos, mas que agora já existem fatos. "O PSOL cumpre a sua obrigação. Hoje não são mais indícios de crime contra a administração publico e sim fatos concretos".



Ao todo, já são cinco representações e quatro denúncias, estas feitas pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), pedindo investigações no Conselho de Ética contra Sarney. Parado durante o recesso, o Conselho se reunirá na próxima quarta-feira (5) para eleger seu vice-presidente e montar um cronograma de trabalho. O presidente do colegiado é Paulo Duque (PMDB-RJ), aliado de Sarney.


Voto secreto



O senador José Nery destacou a importância da votação pelo plenário do Senado das propostas de emenda constitucional (PECs) que tratam do fim do voto secreto para processos de cassação. Ele destacou que com as representações contra Sarney se reforça a necessidade de abrir o voto em plenário. Nery destaca que Renan Calheiros foi absolvido duas vezes em plenário justamente em votações secretas.



"O voto secreto para a cassação de mandato é uma excressência. Quando da crise do Renan houve um compromisso de aprovar o fim do voto secreto. Precisamos votar isso", disse o senador do PSOL.



Apesar do Conselho de Ética contar com diversos aliados de Sarney, Nery está confiante que o órgão investigue com isenção o presidente do Senado. "O Conselho terá cinco oportunidades de investigar a quebra de decoro e se em todas tentar arquivar liminarmente significaria que o Conselho e o Senado concordam com os crimes, os delitos e os fatos escabrosos que vem sendo denunciados. Não acredito que o Conselho vá fazer isso".

HONDURAS URGENTE




Represión en Honduras contra la dirección de la resistencia!!

Campaña urgente de solidardiad internacional.

Hace unos minutos recibimos un e mail de los compañeros de la Tendencia Revolucionaria del Salvador que transcribimos

Estimado pedro:
La cosa de honduras se ha complicado, los cuerpos represivos han golpeado la cabeza del movimiento popular hondureño; ahora mismo hace unos minutos nos hemos comunicado con los compas y nos han informado que en una actividad reprimida han sido asesinados dos compas, golpeado intensamente al grado de hospitalizarlo al dirigente Carlos H. Reyes, y hecho prisionero a Juan Barahona, coordinador del Bloque popular de Resistencia y miembro del Frente Nacional de Resistencia en contra del golpe; Juan es de la dirección nacional de la tendencia revolucionaria.
Por favor, denuncien en las instancias que puedan esta situación.
Un abrazo.
Fidel

Halbamos por telefono con Fidel quien nos dijo que la hoy se incrementó brutalmente la represión sobre una movilización disparando con helicópteros y tanquetas que provocaron los dos muertos. Nos dijo también que han golpeado a la dirección de la resistencia. De los tres dirigentes principales, Carlos Humberto Reyes es el posible candidato de los movimientos sociales esta hospitalizado con custodia policial. Por otra parte Juan Barahona que es otro de los tres dirigentes arrestado.

En la conversación acordamos que la reacción más rapida y efectiva de solidaridad es enviar en forma urgente al presidente de Costa Rica, Oscar Arias telegramas y e mails denunciando esta agresión. Será urgente comenzar por nuestros parlamentarios extendiendo el apelo para todas las organizaciones politicas y sociales que podamos alcanzar en el menor tiempo prosible.

Fax presidencia de Costa Rica (506) 2253-1485

Pedro Fuentes
Secretário de Relações Internacionais do PSOL

O TAMANHO DO ESTRAGO CAUSADO POR GILMAR MENDES (livre publicação)




GILMAR MENDES ACABOU COM O JORNALISMO, DIZ ALBERTO DINES

POR CELSO LUNGARETTI

Alberto Dines, um dos maiores nomes da resistência jornalística à ditadura de 1964/85, é uma lenda viva da nossa (ex?) profissão.

Aos 77 anos de idade e mais de 50 de carreira, continua defendendo exemplarmente os valores humanísticos e os direitos dos cidadãos face à atuação cada vez mais crapulosa da indústria cultural.

É um privilégio continuarmos aprendendo com o mestre e seus artigos que simplesmente esgotam os temas abordados.

Caso de O tamanho do estrago, que está no ar no site do Observatório da Imprensa, sobre a lambança a que o Supremo Tribunal Federal foi compelido pelo reacionarismo e vedetismo do seu presidente Gilmar Mendes, ao decidir sobre o diploma de jornalismo.

Recomendando enfaticamente a leitura do artigo inteiro( acessar aqui - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=548JDB010), transcrevo os principais trechos:

"No lugar de tornar o processo jornalístico mais claro, mais compreensível e mais eficaz, as duas decisões [do STF] – fim da Lei de Imprensa e da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão – estabeleceram uma tremenda confusão.

A pretexto de restabelecer a normalidade democrática foram criados dois vácuos legais, rigorosamente injustificados, com enorme prejuízo para a magistratura que fica sem referências para a tomada de decisões e, principalmente, para a sociedade empurrada a um perigoso ceticismo no tocante à racionalidade da nossa Suprema Corte.

No caso do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, a indústria jornalística foi parte, atuou direta e ostensivamente através de uma de suas entidades corporativas.

Agora, quando começa a ficar visível o tamanho do estrago produzido pela afoiteza da maioria dos ministros do STF, as empresas de comunicação engavetam qualquer tipo de reflexão sobre o ocorrido.

O voto do relator da matéria, ministro Gilmar Mendes, atual presidente do STF, deveria ser exposto, traduzido e discutido em detalhes.

O Meritíssimo partiu de uma premissa errada ao endossar a tese de que a exigência do diploma para o exercício do jornalismo constitui um entrave à liberdade de expressão. Entusiasmado com a sua cruzada libertária, acabou com a profissão de jornalista no Brasil.

Passou ao largo de diversos estatutos que sequer estavam mencionados na questão e passou uma borracha num pedaço da história política do país. (...) Agora, somos meros mestres cucas: quando nos for exigida uma qualificação profissional, basta escrever 'sem ofício conhecido'.

O enorme saber jurídico do relator-presidente do STF não o animou a estudar os antecedentes históricos do caso que o Estado colocara em suas mãos: ignorou que no Senado romano já existiam jornalistas (diurnarii ou actuarii, redatores das Actae Diurnae), ignorou a designação de "redatores das folhas públicas" consignada por Hipólito da Costa em junho de 1808 e, como grande apreciador da cultura alemã, ignorou que em Leipzig, 1690, um teólogo de nome Tobias Paucer apresentou uma tese de doutoramento, De relationibus novellis – O Relato Jornalístico – comprovando a sua especificidade e suas diferenças com outros gêneros narrativos. Segundo Paucer, a publicação de notícias (novellae) tem uma técnica e uma ética próprias.

Antes de determinar a extinção da profissão de jornalista confundindo-a simplisticamente com a questão do diploma, o ministro Gilmar Mendes deveria ter estudado a questão com mais cuidado e profundidade.

De nada adianta aquela formidável exibição de malabarismo jurídico nas 91 páginas do seu parecer, se o ministro Mendes não conseguiu compreender duas questões comezinhas e cruciais:

1. O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício profissional é apenas um aspecto da questão. A especificidade da profissão de jornalista é outra. O ministro Gilmar Mendes sabe que as grandes empresas jornalísticas mantêm há décadas cursos de aperfeiçoamento para formandos de jornalismo. Viu neles apenas uma prova da deficiência acadêmica, não conseguiu enxergar neste mesmo fato a demonstração cabal de que a própria indústria reconhece a especificidade do conhecimento para o exercício do jornalismo.

2. Ao aceitar a ação proposta pelo Ministério Público Federal e o Sertesp, o ministro Mendes caiu na armadilha armada pelo seu vasto arsenal de conhecimentos. No final da argumentação, faz pesada carga contra as empresas de comunicação:

"No Estado democrático de Direito, a proteção da liberdade de imprensa também leva em conta a proteção contra a própria imprensa".

Ora, se a imprensa está envolta em suspeições por que razão Sua Excelência endossa as teses de uma corporação empresarial ainda mais suspeita?

"...hoje não são tanto os media que têm de defender a sua posição contra o Estado, mas, inversamente, é o Estado que tem de acautelar-se para não ser cercado, isto é, manipulado pelos media..."

"...os meios de comunicação de massa já não são expressão da liberdade e autonomia individual dos cidadãos, antes relevam dos interesses comerciais ou ideológicos de grandes organizações empresariais, institucionais ou de grupos de interesse."

"...o exercício da atividade jornalística está invariavelmente associado à mobilização de recursos e investimentos de peso considerável. O que, se por um lado resulta em ganhos indisfarçáveis de poder, redunda ao mesmo tempo na submissão a uma lógica orientada para valores de racionalidade econômica."

Como explicar tamanha contradição? Como conciliar este arrasador ataque aos grandes grupos de comunicação com o generoso acolhimento dos argumentos propostos por um sindicato de empresas do ramo beneficiadas por concessões públicas e notoriamente desatentas aos seus compromissos sociais?

Esquizofrenia ideológica, exercício de retórica jurídica ou a certeza de que este relatório jamais seria publicado na íntegra em veículos de grande tiragem? Qualquer que seja a explicação – certamente haverá outras menos drásticas – flagrou-se a precariedade do processo decisório vigente nesta República.

O fim da exigência do diploma era uma fixação do empresariado jornalístico, obsessão alimentada pela má consciência do patronato durante os 21 anos de regime militar. Em 1985, ao invés da purgação saneadora, a exacerbação dos piores instintos acaba por extinguir a própria profissão de jornalista.

A indústria e os industriais do jornalismo finalmente desfizeram-se dos industriários. Com o twitter são perfeitamente dispensáveis. Como diz José Saramago, com o twitter nos encaminhamos decisivamente para o grunhido. E o STF oferece o suporte legal."

Jornalista e escritor, Celso Lungaretti mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

Banco público cobra R$ 12 milhões de empresa dos Sarney



Chegou à Justiça a cobrança de R$ 12 milhões por parte do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), estatal controlada pela União, em busca da dívida por empréstimos tomados pela Televisão Mirante, pertencente aos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, metade do montante, que em valores atualizados chega a R$ 14 milhões, refere-se a dinheiro público do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), vinculado ao Ministério do Trabalho. A TV rebateu e afirmou que já pagou $ 3,1 milhões, não se considerando mais devedora, depois de ter conquistado duas vitórias na Justiça do Maranhão.

O jornal teve acesso ao conteúdo das ações judiciais. As assinaturas de Fernando — indiciado pela PF sob acusação de formação de quadrilha –, Roseana e Sarney Filho estão no documento relativo ao empréstimo realizado em 2001. De acordo com o termo, a família se comprometeu a utilizar a verba do FAT em obras (R$ 488 mil), aquisição de equipamentos, como câmeras de vídeo e ilhas de edição (R$ 885 mil), móveis e utensílios (R$ 543 mil), entre outras despesas. Também prometeu desembolsar “no mínimo R$ 1,31 milhão” em dinheiro próprio.

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/banco-publico-cobra-r-12-milhoes-de-empresa-dos-sarney/?optin

Fernanda (Vereadora PSOL RS) e Protógenes debatem sobre juventude, segurança e políticas públicas no Congresso da Une





http://www.youtube.com/watch?v=Q_JJDEuy3GA

30/07/2009 - Fernanda debate sobre juventude, segurança e políticas públicas no Congresso da Une



Durante o 51º Congresso da Une, Fernanda participou da mesa que discutiu o tema “Juventude, Segurança e Políticas Públicas”. Também foram convidados para discutir o assunto o delegado Protógenes Queiroz, o rapper Gog e Marcelo Brito, integrantes do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e o representante do Ministério da Justiça Vinícius Wu.

Uma das conclusões da discussão é que o tema da segurança está relacionado com o da desigualdade social e é preciso políticas públicas para a área.

Fernanda destacou que o governo gasta 406 vezes mais com os banqueiros e grandes empresários do que com o PRONASCI, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania.

Redução da maioridade penal também foi assunto da mesa. “Lamentavelmente estamos vendo que a direita quer a redução da maioridade penal, o que é um absurdo, enquanto os criminosos do colarinho branco seguem impunes, como é o caso de Sarney, Renan Calheiros, Yeda e Daniel Dantas”, afirmou Fernanda.


http://www.fernandapsol.com.br/


CONHEÇA A FERNANDA

Fernanda nasceu em Alegrete em fevereiro de 1984 e começou a militar muito cedo, ainda no interior do Estado. Mas essa história é ela mesma quem conta...

“Eu comecei a militar em 1997, quando a turma do grêmio da minha escola que eu estudava em Alegrete organizou mobilizações contra as privatizações promovidas pelo governo Britto. Ali eu vi a importância da mobilização e do grêmio estudantil, que naquele momento lutava pela manutenção do patrimônio do Estado. Comecei a militar mais ativamente quando entrei na UFRGS, em 2001, batalhando contra o sucateamento da universidade e pela ampliação de vagas. Participei do Diretório Acadêmico de Biblioteconomia e Arquivologia e fui coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE UFRGS)”.

Nessa trajetória de militância, Fernanda defendeu, com os movimentos sociais organizados, a realização do plebiscito popular da dívida externa em 2000 e da ALCA em 2002. Esteve também na luta por educação e emprego para os jovens e em defesa dos direitos das mulheres.

O curso de Biblioteconomia ela concluiu em 2006 e, depois de ter sido estagiária, como milhares de outros jovens, Fernanda foi enfrentar o mercado de trabalho. Atuou como bibliotecária até ser aprovada em concurso do Banrisul em 2008. Aí passou a trabalhar como bancária, até licenciar-se para assumir o mandato como vereadora do PSOL na Câmara Municipal.

Falando em PSOL, Fernanda ajudou a fundar e a legalizar o partido. Ela rompeu com o PT em 2003, quando Heloísa Helena e Luciana Genro foram expulsas da sigla. Manteve a coerência e lutou para construir um novo partido contra a velha política.

Agora na Câmara, o mandato de Fernanda está a serviço da juventude que luta e que sonha. A defesa do acesso dos jovens à cultura e à educação, da igualdade de direitos entre os homens e as mulheres são os principais eixos do mandato. Mas o trabalho está apenas começando, e você pode nos ajudar a construir!

Bem vindo à luta!

SATIAGRAHA SEGUNDA FASE




29/07/2009
SATIAGRAHA SEGUNDA FASE

Ao povo brasileiro e aos internautas: A justiça Federal externou decisão da lavra do dignissímo Juiz Federal Fausto De Sanctis, que com o auxilio do Ministério Público Federal e da Polícia Federal vêm levando a efeito os resultados da operação Satiagraha nessa segunda fase, em um trabalho contínuo e detalhado sobre o maior esquema de corrupção jamais investigado em toda história da República brasileira.

Na primeira fase resultaram no bloqueio de fundos, determinados judicialmente no ano passado, no Brasil, EUA, Reino Unido e Luxemburgo, em aproximadamente quase 3 bilhões de dólares.



A decisão judicial nessa segunda fase resultou no sequestro de propriedades rurais ligadas ao banco Opportunity, localizadas em 12 municípios de quatro Estados consubstanciada em 25 fazendas e 450 mil cabeças de gado da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao Grupo Opportunity, do banqueiro bandido condenado Daniel Dantas.



Há suspeita de que a agropecuária pode ter sido usada para operações de lavagem de dinheiro obtido irregularmente em outras operações de empresas e fundos do grupo Opportunity, conforme detalhou o primeiro relatório do Delegado Protógenes na primeira fase.



Foram identificados valores da ordem de R$ 700 milhões em atividades agropecuárias nos últimos anos, segundo relatório da segunda fase da operação Satiagraha da lavra do Delegado Ricardo Saadi, seguindo linha de investigação da primeira fase.



A decisão aponta propriedades rurais localizadas e identificadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. As terras bloqueadas estão localizadas nos municípios de Eldorado dos Carajás, Xinguara, Marabá, Curionópolis, Santana do Araguaia, Redenção, Cumarú do Norte, Santa Maria das Barreiras e São Félix do Xingu, todos localizadas no Pará; e em Paranaíta (MT), Amparo (SP) e Uberaba (MG).




O objetivo final é criar condições para que o Estado e o povo sejam ressarcidos caso, ao final do processo, a Justiça Federal decida que houve "ofensa" aos cofres públicos. "As convenções internacionais (...) revelam a necessidade de perda de bens em caso de futura e eventual condenação, para fins de restituição do ofendido que, no caso, é o Estado", expõe em sua decisão Fausto De Sanctis.



Por final, De Sanctis determinou a liquidação, de um desses fundos, que registrava saldo de R$ 950 milhões na data da sentença de bloqueio de bens do banqueiro condenado Daniel Dantas.



O Juiz Fausto De Sanctis, cumpre seu papel na justiça brasileira, afirmou:

"a defesa de parte dos acusados, antes mesmo dessa decisão [de recebimento da denúncia], tem se valido da imprensa para alardear ou difundir que este juízo necessariamente receberia a denúncia, sob análise, diante de uma atuação que considera parcial apenas porque teria encarnado sentimento equivocado de vingança ou preconceito". "Sinto-me forçado, em razão de tais afirmações, a fazer uma pequena digressão a esse respeito para que os tribunais que eventualmente venham a apreciar o teor dessa decisão possam, desde já, tomar conhecimento do posicionamento deste juízo". "Não há interesse, a não ser pela aplicação regular do direito. Não há engajamento do magistrado a não ser neste sentido".



Postura semelhante encontramos recentemente no agradecimento da juiza da Suprema Corte Americana Dra. Sonia Sotomayor :

"... essa riqueza de experiências, pessoais, e profissionais, me ajudou a entender a variedade de perspectivas que existem em cada caso. Luto para nunca me esquecer das consequências de minhas decisões na vida real de indivíduos, negócios e governo."



As condutas dos juizes De Sanctis e Sotomayor servem de exemplos em ações éticas, morais e respeito as Constituições Federais dos dois países que norteiam os princípios e preceitos inerentes ao cargo da magistratura.



Parafraseando o saudoso Mario Covas, "...dignidade e caráter são pressupostos para o exercício da democracia



protogenespq@gmail.com

http://www.petitiononline.com/deleprot/petition.html

http://video.google.com/videoplay?docid=-5074960409157057078

Banco público cobra R$ 12 milhões de empresa dos Sarney

Banco público cobra R$ 12 milhões de empresa dos Sarney

sábado, 25 de julho de 2009

PSOL entra com representação contra Sarney e Renan




PSOL entra com representação contra Sarney e Renan PDF Imprimir E-mail
Assessoria de Comunicação
Ter, 30 de Junho de 2009 12:13

O PSOL protocolou no início da tarde desta terça-feira (30) dois pedidos de investigação pelo Conselho de Ética do Senado. Um deles é direcionado ao presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), e outro contra o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).
"Não dá para analisar os fatos de hoje sem fazer uma conexão histórica. Por isso, o conselho deverá analisar todo o período de 95 a 2009", afirmou o senador José Nery (PSOL-PA), referindo-se ao tempo em que Agaciel Maia ocupou a direção-geral do Senado.

Para ele, a representação protocolada na secretaria da Mesa Diretora é uma forma de "pressionar" pela reativação do Conselho. Como não teve seus integrantes indicados pelas lideranças partidárias no início deste ano, o órgão não está funcionando atualmente. "Ao se protocolar a representação, obriga-se a Mesa a instalar o Conselho de Ética. E, além da pressão dos partidos, tem também a pressão social", disse Nery.

Argumentos

No caso do atual presidente José Sarney, a representação lista os parentes do senador que teriam sido nomeados por meio de atos secretos, conforme reportagem da Folha de S.Paulo citada no documento.

Entre os nomeados estariam João Fernando Sarney, neto do representado, Vera Portela Macieira Borges e Maria do Carmo Macieira, sobrinhas de Sarney, Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, sobrinha de Jorge Murad, genro do representado, e Virgínia Murad de Araújo, também parente de Murad, como lembra a representação.

"Diante de tais fatos, o representado nada fez até o momento, se restringindo a discursar sobre o problema afirmando ser uma questão institucional. Não anulou os atos, não tomou medidas saneadoras, deixando de preservar o Senado Federal, bem como a integridade pública", afirma o partido.

Outra denúncia citada na representação está relacionada à suposta participação do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, em um esquema de empréstimos consignados no Senado.

A representação contra Renan Calheiros, que foi presidente do Senado entre 2005 e 2007, argumenta que os atos secretos usados para criar cargos e aumentar salários também "beneficiaram o representado, em várias ocasiões, através de contratação de apadrinhados".

"Não bastasse a obrigação de zelar pelos atos da Mesa Diretora, o representado se beneficiou da não publicação de determinações - nomeações e contratos - que criaram obrigação pecuniária para o Senado Federal e prestígio ao seu presidente e seus diretores. O representado foi, diretamente ou não, beneficiado com a nomeação irregular de pessoas", afirma o partido, no documento.

Outra investigação solicitada pelo PSOL refere-se ao esquema de concessão de empréstimos consignados a funcionários da Casa, "fato de intensa gravidade, possivelmente também praticado no período da gestão do representado".

Nos dois casos, a representação solicita instauração de processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, investigação dos contratos e licitações realizados na Casa e, no caso de Sarney, investigação do ato que delegou poderes ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.

A representação é assinada pela presidente do PSOL, Heloísa Helena, vereadora em Maceió (AL).

Fonte: Claudia Andrade, UOL Notícias

http://www.psol.org.br/nacional/nacional/1480-psol-entra-com-representacao-contra-sarney-e-renan

A SEMANA VISTA PELO PSOL



24/07/2009

A SEMANA VISTA PELO PSOL

Juiz De Sanctis determina confisco de bens de Dantas

O juiz federal Fausto De Sanctis determinou o confisco do complexo agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity: 27 fazendas e 453 mil cabeças de gado. Com base na investigação da Polícia Federal na Operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz, ele chegou a conclusão de que Dantas pode ter usado essas propriedades para lavagem de dinheiro.

Esse é o segundo golpe da Justiça no banqueiro. De Sanctis já mandou liquidar o Opportunity Special Fundo, que detém R$ 535 milhões, em valores de setembro de 2008 - medida que Dantas e sua defesa milionária conseguiram suspender. Assim, como o fizeram em relação às duas prisões do banqueiro, que reconquistou a liberdade graças a Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

De Sanctis abriu ação penal contra Dantas por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, quadrilha e fraudes financeiras. Para o juiz, os pastos e o rebanho do banqueiro podem encobrir produto de crimes. Relatório da PF aponta que é na atividade rural que a organização criminosa do banqueiro se esconde.

Governo quer votar no Congresso propostas nocivas aos servidores públicos

Neste segundo semestre, o governo tentará votar no Congresso vários projetos nocivos aos servidores públicos. Um deles é o Projeto de Lei Complementar 1/2007, integrante do PAC, e que limita o aumento real da folha de pagamento do funcionalismo federal em 2,5% ao ano (de acordo com proposta do senador Romero Jucá). O que impediria completamente as reivindicações dos servidores pela recuperação das perdas passadas, e pela melhoria dos serviços públicos, por meio da contratação de novos médicos, professores etc, e do aumento da remuneração. Por outro lado, para os muito mais vultosos gastos com a dívida pública nunca se propõe limite algum.

O governo também quer aprovar neste segundo semestre o projeto que regulamenta o fundo de pensão dos servidores públicos, que concluiria o processo de privatização da Previdência, iniciada na reforma de 2003. A partir do momento em que esse projeto for aprovado, os servidores que entrarem no serviço público (e os atuais servidores que assim optarem) terão suas aposentadorias limitadas ao teto do INSS, atualmente em R$ 3.218,90. Para receber mais, terão de contribuir para o fundo de pensão privado, na forma de “Contribuição Definida”, ou seja, que não garante o valor da aposentadoria, e dependerá do rendimento das aplicações dos fundos, sujeitas aos constantes riscos do mercado financeiro. Mas o pior é que, para implementar a privatização da Previdência dos servidores públicos, haverá imensos custos de transição, pois o governo deixará de receber boa parte da contribuição dos servidores (que passará a ir para o fundo de pensão privado) e passará a contribuir também para tal fundo. Provavelmente tais custos também serão pagos pela população brasileira, por meio de mais tributos ou mais dívida pública.

O governo também quer aprovar o projeto que regulamenta o direito de greve no serviço público, que pode ter o efeito de limitar a mobilização dos servidores, impedindo-os de lutar por reajustes e outras reivindicações.

Taxa de juros cai a conta-gotas, enquanto dívida interna explode

Nesta semana, o Banco Central decidiu reduzir em 0,5% a taxa Selic, agora em 8,75%. Cabe ressaltar, portanto, que se a dívida interna atinge hoje R$ 1,659 trilhão a cada ano somente os juros dessa dívida serão de R$ 145 bilhões, ou nada menos que o triplo de todos os gastos federais com saúde neste ano. Isso sem contar as amortizações da dívida. Embora os títulos indexados à taxa Selic somem apenas R$ 884 bilhões, os demais títulos terminam por seguir, de certa forma, as variações dessa taxa. O Banco Central do Brasil foi um dos que menos reduziu os juros desde o início da crise, pois baixou as taxas em somente 36,4% (em termos relativos) desde setembro de 2008. Isso coloca o país em 40º lugar em redução nas taxas de juros, dentre as 50 maiores economias do mundo.

Além do mais, nesta semana o governo divulgou que a dívida interna subiu fortemente em junho, devido à grande emissão de títulos (R$ 26 bilhões) para a obtenção de recursos a serem emprestados pelo BNDES. Incluindo-se também outros fatores de crescimento (principalmente as altas taxas de juros) a dívida interna subiu, no total, R$ 47,62 bilhões somente em junho, um valor equivalente a cerca de todos os gastos federais com saúde pública previstos para todo o ano de 2009. Esse endividamento interno contraído pelo governo federal para obter recursos para os empréstimos do BNDES poderá chegar a R$ 100 bilhões, sobre os quais incidirão juros altíssimos. Trata-se do círculo vicioso do endividamento, que leva o governo a destinar a maior parte do orçamento para o pagamento de juros e amortizações, tendo então de contratar novas dívidas para fazer investimentos.

Importante ressaltar que o PSOL tentou impedir esse endividamento gigantesco apresentando emenda – não acatada pelo governo - à Medida Provisória que autorizou essa operação.

Mercado financeiro teme saída de Lula da Presidência

Os juros, que caem a conta-gotas, podem voltar a subir ano que vem, devido ao temor dos investidores de que o processo eleitoral e o final do mandato do presidente Lula possam criar incerteza sobre a manutenção da atual política econômica. Portanto, isso demonstra que o presidente praticou uma política favorável aos investidores, tendo aumentado o superávit primário, feito a Reforma da Previdência, e implementado várias outras imposições anti-sociais do FMI - Fundo Monetário Internacional, para obter a credibilidade dos “mercados”, que agora temem pela saída de Lula da Presidência.


Novo Refis: mais um privilégio para os grandes devedores do Fisco

Enquanto o pagamento da dívida social é postergado pelo governo, a dívida financeira é paga sem questionamento nem atraso. Por outro lado, quando o governo cobra as dívidas que tem a receber, como a dos grandes devedores do fisco e da Previdência, são concedidos generosos descontos que chegam a até 70% das dívidas. O débito total, que pode chegar a R$ 1,2 trilhão, foi beneficiado pelo Refis, novo programa de refinanciamento do governo federal, cuja regulamentação foi publicada nesta semana. O programa prevê parcelamento em até 15 anos.

Importante ressaltar que o PSOL votou contra a Medida Provisória 449, que estabeleceu essa bondade aos grandes devedores do fisco.

http://www.lucianagenro.com.br/2009/07/juiz-de-sanctis-determina-confisco-de-bens-de-dantas/