quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fernanda (Vereadora PSOL RS) e Protógenes debatem sobre juventude, segurança e políticas públicas no Congresso da Une





http://www.youtube.com/watch?v=Q_JJDEuy3GA

30/07/2009 - Fernanda debate sobre juventude, segurança e políticas públicas no Congresso da Une



Durante o 51º Congresso da Une, Fernanda participou da mesa que discutiu o tema “Juventude, Segurança e Políticas Públicas”. Também foram convidados para discutir o assunto o delegado Protógenes Queiroz, o rapper Gog e Marcelo Brito, integrantes do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e o representante do Ministério da Justiça Vinícius Wu.

Uma das conclusões da discussão é que o tema da segurança está relacionado com o da desigualdade social e é preciso políticas públicas para a área.

Fernanda destacou que o governo gasta 406 vezes mais com os banqueiros e grandes empresários do que com o PRONASCI, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania.

Redução da maioridade penal também foi assunto da mesa. “Lamentavelmente estamos vendo que a direita quer a redução da maioridade penal, o que é um absurdo, enquanto os criminosos do colarinho branco seguem impunes, como é o caso de Sarney, Renan Calheiros, Yeda e Daniel Dantas”, afirmou Fernanda.


http://www.fernandapsol.com.br/


CONHEÇA A FERNANDA

Fernanda nasceu em Alegrete em fevereiro de 1984 e começou a militar muito cedo, ainda no interior do Estado. Mas essa história é ela mesma quem conta...

“Eu comecei a militar em 1997, quando a turma do grêmio da minha escola que eu estudava em Alegrete organizou mobilizações contra as privatizações promovidas pelo governo Britto. Ali eu vi a importância da mobilização e do grêmio estudantil, que naquele momento lutava pela manutenção do patrimônio do Estado. Comecei a militar mais ativamente quando entrei na UFRGS, em 2001, batalhando contra o sucateamento da universidade e pela ampliação de vagas. Participei do Diretório Acadêmico de Biblioteconomia e Arquivologia e fui coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE UFRGS)”.

Nessa trajetória de militância, Fernanda defendeu, com os movimentos sociais organizados, a realização do plebiscito popular da dívida externa em 2000 e da ALCA em 2002. Esteve também na luta por educação e emprego para os jovens e em defesa dos direitos das mulheres.

O curso de Biblioteconomia ela concluiu em 2006 e, depois de ter sido estagiária, como milhares de outros jovens, Fernanda foi enfrentar o mercado de trabalho. Atuou como bibliotecária até ser aprovada em concurso do Banrisul em 2008. Aí passou a trabalhar como bancária, até licenciar-se para assumir o mandato como vereadora do PSOL na Câmara Municipal.

Falando em PSOL, Fernanda ajudou a fundar e a legalizar o partido. Ela rompeu com o PT em 2003, quando Heloísa Helena e Luciana Genro foram expulsas da sigla. Manteve a coerência e lutou para construir um novo partido contra a velha política.

Agora na Câmara, o mandato de Fernanda está a serviço da juventude que luta e que sonha. A defesa do acesso dos jovens à cultura e à educação, da igualdade de direitos entre os homens e as mulheres são os principais eixos do mandato. Mas o trabalho está apenas começando, e você pode nos ajudar a construir!

Bem vindo à luta!

SATIAGRAHA SEGUNDA FASE




29/07/2009
SATIAGRAHA SEGUNDA FASE

Ao povo brasileiro e aos internautas: A justiça Federal externou decisão da lavra do dignissímo Juiz Federal Fausto De Sanctis, que com o auxilio do Ministério Público Federal e da Polícia Federal vêm levando a efeito os resultados da operação Satiagraha nessa segunda fase, em um trabalho contínuo e detalhado sobre o maior esquema de corrupção jamais investigado em toda história da República brasileira.

Na primeira fase resultaram no bloqueio de fundos, determinados judicialmente no ano passado, no Brasil, EUA, Reino Unido e Luxemburgo, em aproximadamente quase 3 bilhões de dólares.



A decisão judicial nessa segunda fase resultou no sequestro de propriedades rurais ligadas ao banco Opportunity, localizadas em 12 municípios de quatro Estados consubstanciada em 25 fazendas e 450 mil cabeças de gado da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao Grupo Opportunity, do banqueiro bandido condenado Daniel Dantas.



Há suspeita de que a agropecuária pode ter sido usada para operações de lavagem de dinheiro obtido irregularmente em outras operações de empresas e fundos do grupo Opportunity, conforme detalhou o primeiro relatório do Delegado Protógenes na primeira fase.



Foram identificados valores da ordem de R$ 700 milhões em atividades agropecuárias nos últimos anos, segundo relatório da segunda fase da operação Satiagraha da lavra do Delegado Ricardo Saadi, seguindo linha de investigação da primeira fase.



A decisão aponta propriedades rurais localizadas e identificadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. As terras bloqueadas estão localizadas nos municípios de Eldorado dos Carajás, Xinguara, Marabá, Curionópolis, Santana do Araguaia, Redenção, Cumarú do Norte, Santa Maria das Barreiras e São Félix do Xingu, todos localizadas no Pará; e em Paranaíta (MT), Amparo (SP) e Uberaba (MG).




O objetivo final é criar condições para que o Estado e o povo sejam ressarcidos caso, ao final do processo, a Justiça Federal decida que houve "ofensa" aos cofres públicos. "As convenções internacionais (...) revelam a necessidade de perda de bens em caso de futura e eventual condenação, para fins de restituição do ofendido que, no caso, é o Estado", expõe em sua decisão Fausto De Sanctis.



Por final, De Sanctis determinou a liquidação, de um desses fundos, que registrava saldo de R$ 950 milhões na data da sentença de bloqueio de bens do banqueiro condenado Daniel Dantas.



O Juiz Fausto De Sanctis, cumpre seu papel na justiça brasileira, afirmou:

"a defesa de parte dos acusados, antes mesmo dessa decisão [de recebimento da denúncia], tem se valido da imprensa para alardear ou difundir que este juízo necessariamente receberia a denúncia, sob análise, diante de uma atuação que considera parcial apenas porque teria encarnado sentimento equivocado de vingança ou preconceito". "Sinto-me forçado, em razão de tais afirmações, a fazer uma pequena digressão a esse respeito para que os tribunais que eventualmente venham a apreciar o teor dessa decisão possam, desde já, tomar conhecimento do posicionamento deste juízo". "Não há interesse, a não ser pela aplicação regular do direito. Não há engajamento do magistrado a não ser neste sentido".



Postura semelhante encontramos recentemente no agradecimento da juiza da Suprema Corte Americana Dra. Sonia Sotomayor :

"... essa riqueza de experiências, pessoais, e profissionais, me ajudou a entender a variedade de perspectivas que existem em cada caso. Luto para nunca me esquecer das consequências de minhas decisões na vida real de indivíduos, negócios e governo."



As condutas dos juizes De Sanctis e Sotomayor servem de exemplos em ações éticas, morais e respeito as Constituições Federais dos dois países que norteiam os princípios e preceitos inerentes ao cargo da magistratura.



Parafraseando o saudoso Mario Covas, "...dignidade e caráter são pressupostos para o exercício da democracia



protogenespq@gmail.com

http://www.petitiononline.com/deleprot/petition.html

http://video.google.com/videoplay?docid=-5074960409157057078

Banco público cobra R$ 12 milhões de empresa dos Sarney

Banco público cobra R$ 12 milhões de empresa dos Sarney

sábado, 25 de julho de 2009

PSOL entra com representação contra Sarney e Renan




PSOL entra com representação contra Sarney e Renan PDF Imprimir E-mail
Assessoria de Comunicação
Ter, 30 de Junho de 2009 12:13

O PSOL protocolou no início da tarde desta terça-feira (30) dois pedidos de investigação pelo Conselho de Ética do Senado. Um deles é direcionado ao presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), e outro contra o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).
"Não dá para analisar os fatos de hoje sem fazer uma conexão histórica. Por isso, o conselho deverá analisar todo o período de 95 a 2009", afirmou o senador José Nery (PSOL-PA), referindo-se ao tempo em que Agaciel Maia ocupou a direção-geral do Senado.

Para ele, a representação protocolada na secretaria da Mesa Diretora é uma forma de "pressionar" pela reativação do Conselho. Como não teve seus integrantes indicados pelas lideranças partidárias no início deste ano, o órgão não está funcionando atualmente. "Ao se protocolar a representação, obriga-se a Mesa a instalar o Conselho de Ética. E, além da pressão dos partidos, tem também a pressão social", disse Nery.

Argumentos

No caso do atual presidente José Sarney, a representação lista os parentes do senador que teriam sido nomeados por meio de atos secretos, conforme reportagem da Folha de S.Paulo citada no documento.

Entre os nomeados estariam João Fernando Sarney, neto do representado, Vera Portela Macieira Borges e Maria do Carmo Macieira, sobrinhas de Sarney, Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, sobrinha de Jorge Murad, genro do representado, e Virgínia Murad de Araújo, também parente de Murad, como lembra a representação.

"Diante de tais fatos, o representado nada fez até o momento, se restringindo a discursar sobre o problema afirmando ser uma questão institucional. Não anulou os atos, não tomou medidas saneadoras, deixando de preservar o Senado Federal, bem como a integridade pública", afirma o partido.

Outra denúncia citada na representação está relacionada à suposta participação do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, em um esquema de empréstimos consignados no Senado.

A representação contra Renan Calheiros, que foi presidente do Senado entre 2005 e 2007, argumenta que os atos secretos usados para criar cargos e aumentar salários também "beneficiaram o representado, em várias ocasiões, através de contratação de apadrinhados".

"Não bastasse a obrigação de zelar pelos atos da Mesa Diretora, o representado se beneficiou da não publicação de determinações - nomeações e contratos - que criaram obrigação pecuniária para o Senado Federal e prestígio ao seu presidente e seus diretores. O representado foi, diretamente ou não, beneficiado com a nomeação irregular de pessoas", afirma o partido, no documento.

Outra investigação solicitada pelo PSOL refere-se ao esquema de concessão de empréstimos consignados a funcionários da Casa, "fato de intensa gravidade, possivelmente também praticado no período da gestão do representado".

Nos dois casos, a representação solicita instauração de processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, investigação dos contratos e licitações realizados na Casa e, no caso de Sarney, investigação do ato que delegou poderes ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.

A representação é assinada pela presidente do PSOL, Heloísa Helena, vereadora em Maceió (AL).

Fonte: Claudia Andrade, UOL Notícias

http://www.psol.org.br/nacional/nacional/1480-psol-entra-com-representacao-contra-sarney-e-renan

A SEMANA VISTA PELO PSOL



24/07/2009

A SEMANA VISTA PELO PSOL

Juiz De Sanctis determina confisco de bens de Dantas

O juiz federal Fausto De Sanctis determinou o confisco do complexo agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity: 27 fazendas e 453 mil cabeças de gado. Com base na investigação da Polícia Federal na Operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz, ele chegou a conclusão de que Dantas pode ter usado essas propriedades para lavagem de dinheiro.

Esse é o segundo golpe da Justiça no banqueiro. De Sanctis já mandou liquidar o Opportunity Special Fundo, que detém R$ 535 milhões, em valores de setembro de 2008 - medida que Dantas e sua defesa milionária conseguiram suspender. Assim, como o fizeram em relação às duas prisões do banqueiro, que reconquistou a liberdade graças a Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

De Sanctis abriu ação penal contra Dantas por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, quadrilha e fraudes financeiras. Para o juiz, os pastos e o rebanho do banqueiro podem encobrir produto de crimes. Relatório da PF aponta que é na atividade rural que a organização criminosa do banqueiro se esconde.

Governo quer votar no Congresso propostas nocivas aos servidores públicos

Neste segundo semestre, o governo tentará votar no Congresso vários projetos nocivos aos servidores públicos. Um deles é o Projeto de Lei Complementar 1/2007, integrante do PAC, e que limita o aumento real da folha de pagamento do funcionalismo federal em 2,5% ao ano (de acordo com proposta do senador Romero Jucá). O que impediria completamente as reivindicações dos servidores pela recuperação das perdas passadas, e pela melhoria dos serviços públicos, por meio da contratação de novos médicos, professores etc, e do aumento da remuneração. Por outro lado, para os muito mais vultosos gastos com a dívida pública nunca se propõe limite algum.

O governo também quer aprovar neste segundo semestre o projeto que regulamenta o fundo de pensão dos servidores públicos, que concluiria o processo de privatização da Previdência, iniciada na reforma de 2003. A partir do momento em que esse projeto for aprovado, os servidores que entrarem no serviço público (e os atuais servidores que assim optarem) terão suas aposentadorias limitadas ao teto do INSS, atualmente em R$ 3.218,90. Para receber mais, terão de contribuir para o fundo de pensão privado, na forma de “Contribuição Definida”, ou seja, que não garante o valor da aposentadoria, e dependerá do rendimento das aplicações dos fundos, sujeitas aos constantes riscos do mercado financeiro. Mas o pior é que, para implementar a privatização da Previdência dos servidores públicos, haverá imensos custos de transição, pois o governo deixará de receber boa parte da contribuição dos servidores (que passará a ir para o fundo de pensão privado) e passará a contribuir também para tal fundo. Provavelmente tais custos também serão pagos pela população brasileira, por meio de mais tributos ou mais dívida pública.

O governo também quer aprovar o projeto que regulamenta o direito de greve no serviço público, que pode ter o efeito de limitar a mobilização dos servidores, impedindo-os de lutar por reajustes e outras reivindicações.

Taxa de juros cai a conta-gotas, enquanto dívida interna explode

Nesta semana, o Banco Central decidiu reduzir em 0,5% a taxa Selic, agora em 8,75%. Cabe ressaltar, portanto, que se a dívida interna atinge hoje R$ 1,659 trilhão a cada ano somente os juros dessa dívida serão de R$ 145 bilhões, ou nada menos que o triplo de todos os gastos federais com saúde neste ano. Isso sem contar as amortizações da dívida. Embora os títulos indexados à taxa Selic somem apenas R$ 884 bilhões, os demais títulos terminam por seguir, de certa forma, as variações dessa taxa. O Banco Central do Brasil foi um dos que menos reduziu os juros desde o início da crise, pois baixou as taxas em somente 36,4% (em termos relativos) desde setembro de 2008. Isso coloca o país em 40º lugar em redução nas taxas de juros, dentre as 50 maiores economias do mundo.

Além do mais, nesta semana o governo divulgou que a dívida interna subiu fortemente em junho, devido à grande emissão de títulos (R$ 26 bilhões) para a obtenção de recursos a serem emprestados pelo BNDES. Incluindo-se também outros fatores de crescimento (principalmente as altas taxas de juros) a dívida interna subiu, no total, R$ 47,62 bilhões somente em junho, um valor equivalente a cerca de todos os gastos federais com saúde pública previstos para todo o ano de 2009. Esse endividamento interno contraído pelo governo federal para obter recursos para os empréstimos do BNDES poderá chegar a R$ 100 bilhões, sobre os quais incidirão juros altíssimos. Trata-se do círculo vicioso do endividamento, que leva o governo a destinar a maior parte do orçamento para o pagamento de juros e amortizações, tendo então de contratar novas dívidas para fazer investimentos.

Importante ressaltar que o PSOL tentou impedir esse endividamento gigantesco apresentando emenda – não acatada pelo governo - à Medida Provisória que autorizou essa operação.

Mercado financeiro teme saída de Lula da Presidência

Os juros, que caem a conta-gotas, podem voltar a subir ano que vem, devido ao temor dos investidores de que o processo eleitoral e o final do mandato do presidente Lula possam criar incerteza sobre a manutenção da atual política econômica. Portanto, isso demonstra que o presidente praticou uma política favorável aos investidores, tendo aumentado o superávit primário, feito a Reforma da Previdência, e implementado várias outras imposições anti-sociais do FMI - Fundo Monetário Internacional, para obter a credibilidade dos “mercados”, que agora temem pela saída de Lula da Presidência.


Novo Refis: mais um privilégio para os grandes devedores do Fisco

Enquanto o pagamento da dívida social é postergado pelo governo, a dívida financeira é paga sem questionamento nem atraso. Por outro lado, quando o governo cobra as dívidas que tem a receber, como a dos grandes devedores do fisco e da Previdência, são concedidos generosos descontos que chegam a até 70% das dívidas. O débito total, que pode chegar a R$ 1,2 trilhão, foi beneficiado pelo Refis, novo programa de refinanciamento do governo federal, cuja regulamentação foi publicada nesta semana. O programa prevê parcelamento em até 15 anos.

Importante ressaltar que o PSOL votou contra a Medida Provisória 449, que estabeleceu essa bondade aos grandes devedores do fisco.

http://www.lucianagenro.com.br/2009/07/juiz-de-sanctis-determina-confisco-de-bens-de-dantas/

Protógenes diz que Daniel Dantas "FABRICA MENTIRA" (Folha Online)





Protógenes diz que Daniel Dantas "fabrica mentira"
25/07/2009 - 09h53

da Folha de S.Paulo

O delegado federal Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha, disse que sua resposta às acusações feitas pelo banqueiro Daniel Dantas em entrevista concedida à Folha são as recentes decisões judiciais nos processos derivados da operação.

"Tenho provas de que dinheiro da BrT bancou a Satiagraha", diz Daniel Dantas: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u600223.shtml

"Para qualquer tentativa de desqualificar a Satiagraha e os policiais que nela trabalharam, a melhor resposta é a condenação à pena de dez anos de reclusão, multa de R$ 13 milhões e bloqueio de US$ 3 bilhões", disse.

O delegado federal Protógenes Queiroz (à dir.) acusou Dantas de "fabricar mentiras"
"Todos os dados da operação foram, de forma inusitada, auditados por três investigações, duas da Polícia Federal e uma CPI. Só resta ao banqueiro bandido se defender tentando criar escândalos e fabricando mentiras", declarou Protógenes.

O Ministério Público Federal, procurado para comentar o assunto, não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

O juiz federal Fausto De Sanctis informou ontem à noite que não gostaria de comentar as alegações do banqueiro a seu respeito. Ele afirmou que se sente impedido de falar sobre as afirmações. Dantas é réu em dois processos que correm na 6ª Vara Federal de São Paulo.

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que o indiciamento de Dantas na comissão "foi baseado em fartas provas materiais, não na opinião de ninguém".
O deputado disse que "dois contratos, de R$ 50 milhões, foram assinados pela BrT com Marcos Valério sem que nem mesmo o departamento de marketing da telefônica soubesse".

A assessoria de comunicação do Citibank, que participou do controle da Brasil Telecom entre 2005 e 2008, preferiu não comentar as declarações de Dantas: "O Citi tem como política não comentar especulações de qualquer natureza".

A Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) preferiu não se manifestar. Procuradas pela reportagem, o Banco do Brasil e a direção geral da Polícia Federal, em Brasília, informaram, por meio de suas assessorias, que não comentariam o assunto. A Folha não conseguiu contato com o ex-ministro Luiz Gushiken e com a Telecom Italia.

http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/protogenes-diz-que-daniel

FOLHA PASSA A MÃO NA CABEÇA DE DANTAS (mais uma vez o banqueiro bandido condenado faz sua "defesa" desqualificando a Satiagraha e injuriando Protógene



FOLHA PASSA A MÃO NA CABEÇA DE DANTAS (mais uma vez o banqueiro bandido condenado faz sua "defesa" desqualificando a Satiagraha e injuriando Protógenes Queiroz)

* Postado por Leila Brito em 25 julho 2009 às 16:44

Dantas sendo acariciado pela mão-amiga da Folha de São Paulo

Alguém aí teve notícia de que o Madoff foi entrevistado pela Grande Mídia dos USA depois de condenado?

FOLHA ONLINE

25/07/2009 - 08h28
"Tenho provas de que dinheiro da BrT bancou a Satiagraha", diz Daniel Dantas

O banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, condenado por corrupção e acusado de crimes financeiros investigados na Operação Satiagraha, afirmou, em entrevista à Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL), ter provas de que a empresa de telefonia Brasil Telecom subornou congressistas da base aliada do governo para que ele fosse relacionado no relatório da CPI dos Correios, em 2005, e de que a empresa financiou a Satiagraha.

"Tenho informações e provas de que tem dinheiro da Brasil Telecom alimentando a Operação Satiagraha. Tenho também informações de que a Brasil Telecom andou pagando congressistas para me incluir no relatório da CPI [dos Correios], pedindo meu indiciamento pelo financiamento do mensalão", disse Dantas à Folha, que afirmou ainda apresentar as provas em "momento adequado".

Recusando-se a citar nome de congressistas que teriam recebido dinheiro da empresa de telefonia, Dantas disse que recebeu informações de que um homem de confiança de Luiz Gushiken (então no comando da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica) trabalhava no Banco do Brasil e fazia caixa de campanha, mas "que na verdade grampeava telefones".

Dantas montou o CVC Opportunity com recursos do Citigroup e atraiu fundos de pensão e a Telecom Italia. No leilão da Telebrás, comprou a Tele Centro Sul (Brasil Telecom), mas entrou em choque com os sócios.

Em 2005, o Citigroup afastou o Opportunity da gestão do CVC Opportunity (que controlava BrT, Telemig Celular, Amazônia Celular e o Metrô do Rio), e Dantas perdeu o controle das empresas.

Ele também foi indiciado em inquérito da Polícia Federal sobre a espionagem contra a Telecom Italia. As investigações levaram à Operação Satiagraha, em 2008. Dantas chegou a ser preso duas vezes e foi condenado a dez anos de prisão, em primeira instância, acusado de corromper um delegado da PF, o que ele nega.

http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/folha-passa-a-mao-na-cabeca-de

QUANTO É ?



24/07/2009
QUANTO É ?


Ao povo brasileiro e aos internautas: A revista "Quanto É " ( ISTO É ) que chega às bancas este final de semana, está preparando mais uma ofensiva ardilosa e vil contra mim, a equipe de policiais e a operação Satiagraha, ao entrevistar o banqueiro bandido e condenado, Daniel Dantas, lançando ilações no resultado operacional da investigação policial de combate à corrupção, crimes financeiros, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa.



A preparação da pretendida calúnia, difamação ou injúria está caracterizada via e-mail a seguir reproduzido:



ISTOÉ - URG
Cláudio DantasCaro Dr. Protógenes, o Daniel Dantas deu entrevista para a Istoé dizendo que ...
01:40 (13 horas atrás)

Cláudio DantasCarregando...01:40 (13 horas atrás)
Responder |Cláudio Dantas para mim
mostrar detalhes 01:40 (13 horas atrás) Responder

Caro Dr. Protógenes,

o Daniel Dantas deu entrevista para a Istoé dizendo que o senhor é desonesto, e que a Satiagraha teria sido paga com dinheiro de partes interessadas. Diz que o dinheiro foi apreendido na casa de Hugo Chicaroni foi plantado e que muitas provas foram forjadas.


Poderia se pronunciar sobre essas acusaçõe, por gentileza? Pode me ligar, por favor. A entrevista será publicada na edição do fim de semana, e estamos ouvindo vários outros personagens citados pelo DD, ok


Muito obrigado,


Claudio Dantas Sequeira
Revista IstoÉ - Brasília
55 61 3321-1212
55 61 8177-2494



Portanto, a exemplo das matérias anteriormente produzidas pela dita revista, não merecem qualquer tipo de pronunciamento ou comentário a respeito de assuntos mentirosos e nefastos, pois esse veículo de comunicação tem comportamento duvidoso, em razão de suas ligações históricas e de interesses empresarias e corporativos com o grupo do banqueiro, bandido e condenado, Daniel Dantas.

Ademais, a revista em comento tem um histórico que credencia muito bem o seu compromisso com a mentira. Veja:
IstoÉ é condenada por acusar juiz sem provas
http://www.conjur.com.br/2009-abr-06/istoe-condenada-pagar-100-mil-juiz-ali-mazloum
REVISTA ISTO É É DO PRÓPRIO DANIEL DANTAS. ALGUMA REVISTA ESCREVERIA CONTRA O SEU DONO
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u114898.shtml

SEGUNDA DENÚNCIA CONTRA DANIEL DANTAS



20/07/2009
SEGUNDA DENÚNCIA CONTRA DANIEL DANTAS
Ao povo brasileiro e aos internautas, a Justiça Federal paulista recebe mais uma denúncia e torna réus o banqueiro condenado Daniel Dantas e mais 13 investigados na Satiagraha.
A decisão é do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira (20) denúncia contra o sócio-fundador do banco Opportunity e mais 13 pessoas, ofertada pelo Procurador da República em São Paulo Rodrigo De Grandis.
O juiz determinou ainda a abertura de três novos inquéritos para aprofundar as investigações da Operação Satiagraha, ligada na denúncia a outro escândalo, o do mensalão.
O banqueiro Daniel Dantas foi condenado a dez anos de prisão por corrupção ativa e responde o processo em liberdade na primeira fase da operação satiagraha.
Um dos inquéritos servirá para aprofundar a participação de pessoas investigadas e não denunciadas inicialmente, como o ex-deputado federal Luís Eduardo Greenhalgh e Carlos Rodenburg (ex-cunhado e sócio de Dantas).
Outro deles apurará crimes financeiros na aquisição do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi, e, por fim, uma das investigações será de evasões de divisas supostamente praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.
Ressalto que as novas investigações requisitadas, já estavam nos pedidos do primeiro relatório que apresentei na primeira fase da operação satiagraha e só confirmam todos os dados coletados anteriormente.
Contra o banqueiro Daniel Dantas, pesam as acusações de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de quadrilha e organização criminosa.



O Opportunity foi apontado como parte de um esquema que desembocaria no chamado "valerioduto", do escândalo do mensalão. Segundo a Procuradoria, por meio da Brasil Telecom, o grupo teria financiado contas pertencentes ao publicitário Marcos Valério, utilizadas no desvio de dinheiro público para o pagamento de parlamentares em troca de apoio político. Este esquema está sendo processo perante o STF.



Segundo o MPF, a Brasil Telecom firmou dois contratos superiores a R$ 50 milhões com as empresas de Valério -DNA Propaganda e SMP&B.



Registro aqui segundo informações divulgadas pela grande mídia, que na denúncia o MPF afirma que as investigações constataram que o banqueiro condenado Daniel Dantas, o presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, e a irmã do banqueiro, Verônica Valente Dantas, constituíram "um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos".



A referida decisão determina que à corretora BNY Mellon a liquidação do Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações em até 48 horas depois de ser notificado.



O dinheiro apurado com a venda dos papéis do fundo será depositado na Caixa Econômica Federal e sujeito a correção. Caso os réus forem condenados, perderão os valores.

* Saulo Cruz/Agência Câmara
* As acusações contra cada um dos réus na operação policial Satiagraha:



Daniel Valente Dantas, controlador do grupo Opportunity
Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro



Verônica Valente Dantas, sócia e irmã de Dantas
Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro



Dório Ferman, presidente do banco Opportunity
Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, gestão temerária de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro



Itamar Benigno Filho, diretor do banco
Gestão temerária de instituição financeira e participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira



Danielle Silbergleid Ninnio, ex-assessora jurídica da BrTelecom
Formação de quadrilha e organização criminosa



Norberto Aguiar Tomaz, diretor do banco
Lavagem de dinheiro



Eduardo Penido Monteiro, diretor do banco
Lavagem de dinheiro



Rodrigo Bhering Andrade, diretor de empresas ligadas ao grupo
Gestão fraudulenta de instituição financeira



Maria Amália Delfim de Melo Coutrim, conselheira de empresas do grupo
Gestão fraudulenta de instituição financeira



Humberto José Rocha Braz, ex-diretor da Brasil Telecom e atual consultor do grupo Opportunity
Formação de quadrilha e organização criminosa e duas lavagens de dinheiro



Carla Cicco, ex-presidente da Brasil Telecom
Gestão fraudulenta de instituição financeira



Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, lobista do Opportunitty
Formação de quadrilha e organização criminosa



Roberto Figueiredo do Amaral, lobista e consultor
Formação de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro



William Yu, consultor financeiro
Formação de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro




Por Protógenes Queiroz às 22h01
http://protogenes.blog.uol.com.br/

Protógenes fala de futebol e diz que salvou Corinthians "da máfia"



Protógenes fala de futebol e diz que salvou Corinthians "da máfia"
Eliano Jorge
Especial para o UOL
Em Salvador

Embora seja botafoguense, Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal, sente-se orgulhoso pela boa fase corintiana. Acredita que seu trabalho salvou o Corinthians, ao descobrir irregularidades da empresa parceira MSI.

QUEM É PROTÓGENES QUEIROZ
Folha Imagem
Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz ficou famoso ao comandar a operação Satiagraha, que investigou desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, culminando em 2008 com a prisão de banqueiros, diretores de bancos e investidores, incluindo Daniel Dantas, presidente do grupo Opportunity. Depois, ele acabou sendo afastado do comando das investigações.

Entre outros casos, Protógenes também investigou as acusações de lavagem de dinheiro e de remessas irregulares de divisas supostamente feitas pela parceria entre o Corinthians e o fundo de investimentos MSI.
ENTREVISTA AO UOL NOTÍCIA
LEIA MAIS NOTÍCIAS DE FUTEBOL
MAIS SOBRE O CORINTHIANS
Queiroz ainda comandou a prisão de apostadores e dois árbitros no escândalo de arbitragem das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2005. O trabalho o credenciou a ingressar na Comissão de Estádios e Segurança da Fifa, no ano seguinte. Hoje, é um dos 10 membros, junto com representantes de Egito, Japão, EUA, Nigéria, Eire, Sérvia, Malásia, Nova Zelândia e Bermudas, que discutem medidas de combate à corrupção no futebol e de segurança em estádios.

De passagem por sua terra natal, Salvador, nesta semana, num momento de sossego do turbilhão da operação Satiagraha, Queiroz falou sobre os crimes que têm perturbado o futebol internacional. Ele afirma, convicto, que o futebol inglês, hoje o mais poderoso esportiva e economicamente, está tomado por máfias.

Como o senhor chegou à Fifa?
O primeiro país no mundo a apresentar um trabalho concreto, eficaz, e a identificar o problema de corrupção no futebol foi o Brasil, através desse trabalho que eu coordenei (contra a Máfia do Apito, em 2005). Aí me chamaram para fazer uma palestra na Fifa e, por intermédio do presidente (da CBF) Ricardo Teixeira, interlocutor desse contato, me falaram que eu não poderia ficar fora desse projeto de proteger o futebol no mundo. Falei: "Se vocês não tomarem uma providência hoje com relação a lavagem de dinheiro, transferência de jogadores, crianças enviadas para outros países - o que parece mais tráfico de seres humanos do que visando ao próprio futebol -, os senhores não vão estar mais nestas cadeiras, essa comissão vai deixar de existir e a Fifa vai deixar de ser uma entidade internacional de credibilidade no esporte. Aí me convidaram para ser integrante e tive autorização dos meus superiores na Polícia Federal e no Ministério da Justiça. Foi concluído o trabalho que fizemos, muito duro, para reprimir a contaminação do futebol internacional pelas máfias organizadas, que tinham objetivo de lavar de dinheiro, implementar jogos de apostas clandestinos, manipular resultados. Isso teve reflexo na Itália, na Alemanha, identificamos problemas crônicos na Inglaterra, que hoje é tomada por organizações criminosas e está contaminada.

Qual a prova desta contaminação?
Hoje há uma discussão muito grande a respeito de alguns jogos na Inglaterra que são suspeitos de manipulação. Alguns clubes são de um investidor só. Isso é muito grave. O clube não está na mão de torcedores, e sim de um investidor que faz o que bem entender. O Chelsea pertence a Roman Abramovich, que é dono de outros clubes de lá. O maior exemplo de resistência a este assédio de investimento internacional é o Barcelona, que vive de contribuições dos próprios torcedores. Portugal já tem problemas com clubes-empresas, pois em muitos não se sabe a quem pertence o controle acionário.

Há suspeitas sobre o Real Madrid, que teria dívidas de R$ 400 milhões e estaria gastando quantia semelhante em novas contratações agora.
Sim, não posso afirmar que ele é totalmente tomado por investidores, mas há um perigo aí bem visível. A gente tinha que dar um rumo ao futebol internacional no caminho do bem. Na Inglaterra, pseudo-empresários são donos de mais de um clube e podem fazer resultado a hora em que eles quiserem: "Hoje você vai perder; hoje, vai ganhar". Isso é ruim para o futebol que queremos. O presidente atual, Joseph Blatter, é incansável, imbatível, implacável e responsável no combate a qualquer ato que venha a prejudicar o funcionamento do futebol ou corrupção e desvio de função. É um dos grandes líderes desse processo, uma linha sucessória criada pelo então presidente João Havelange, que solidificou esse pensamento por mais de 20 anos.

E quais as providências quanto às acusações de um jornalista alemão, ano passado, em relação à manipulação de quatro jogos na Copa de 2006, inclusive de Brasil 3x0 Gana?
A Fifa tomou providência, inclusive de situações até menores, de venda de ingressos. Não posso falar diretamente pela Fifa, o que relato é a respeito do que presenciei e a imprensa veiculou, aquilo que coordenei de investigação e participei. Mas praticamente erradicamos a lavagem de dinheiro no futebol internacional. Ainda podem existir indícios, mas a Fifa mantém o alerta.

Há vários casos de correspondência clara entre grupos mafiosos e clubes que se tornaram fortes nestas localidades, como por exemplo o Napoli (Itália), o América de Cáli e o Nacional de Medellín (Colômbia) na década de 1980...
O Chelsea! O Chelsea, que nunca foi clube grande, agora o Indios, de Ciudad Juarez (México), que subiu para a primeira divisão mexicana pela primeira vez. Identificamos e criamos instrumentos para evitar esta contaminação. E os resultados são claros. No Brasil, havia um caminho pavimentado para a tomada de assalto por grupos mafiosos que foi interrompida pelo trabalho que fiz. Hoje o futebol brasileiro é liberto dessas organizações mafiosas. Tem desmandos de administração de alguns clubes, mas que são resolvidas internamente por nós, brasileiros. Chegaram a tangenciar alguns clubes. O primeiro grupo criminoso (MSI) que esteve no Brasil foi liderado pelo oligarca russo Boris Berezovsky, com o iraniano Kia Joorabchian. A proposta deles era investir em clubes brasileiros, trazendo muitos recursos para sanear as dívidas. O Corinthians foi escolhido porque é o clube de coração do presidente da República, isto criava, assim, uma facilidade maior desses grupos criminosos de ter uma facilidade, uma simpatia por órgãos do governo. Mas o objetivo era se apoderar dos grandes clubes do Brasil.

Até onde conseguiram ir?
Apenas se apoderar do Corinthians. Com esta operação que coordenei, eu praticamente rescindi esse elo criminoso, com a investigação, desbaratando essa grande organização com indícios de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros correlatos. Se o Corinthians é hoje um clube na primeira divisão, campeão (paulista e da Copa do Brasil de 2009), com uma trajetória muito boa, é graças a um trabalho que eu executei de impedir que essas máfias internacionais tomassem conta de um dos clubes de maior importância. Também consegui identificar proximidades com outros grandes clubes: Flamengo, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro...

Que proximidade?
Oferecendo recursos para os clubes saldarem suas dívidas. Tentaram se infiltrar adquirindo contratos de jogadores de muitos clubes. Fiz um trabalho também com a Procuradoria Federal da Rússia para auxiliar nas investigações que envolviam estes mesmos elementos que atuavam no Brasil. Obtivemos muito sucesso porque isso impediu a articulação desse grupo na própria República da Rússia, que estava ameaçada por este grupo. Berezovski não pode voltar à Rússia. Se voltar, ele é preso.

Como foi aquela operação de prontidão na passagem dele pelo Brasil?
Eu o prendi. Berezovsky exibiu vários cartões, documentos, uma espécie de salvo-conduto na hora em que foi detido no aeroporto internacional, mas isso, para mim, de nada valeu porque os indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro eram muito fortes em relação a ele e ao grupo que ele liderava. Mapeamos todos os contatos que ele tinha no Brasil, muita gente importante. Ele tentava até sair com alguns segredos, negociar a Varig na época e também investir na Petrobras. E eu falei que, naquele momento, era um criminoso e não estava autorizado a investir no meu país e especialmente na Petrobras. Eu apreendi documentos comprometedores desse esquema criminoso que ele liderava para se apoderar de algumas riquezas do país. Já estávamos monitorando os passos dele. Quando ele ingressou no Brasil, nós o acompanhamos; quando ele ia sair, nós o prendemos porque estava saindo com alguns documentos comprometedores, não só da Petrobras, como de outros clubes e negócios em outros países.

E os clubes patrocinados por sites e casas de apostas?
Esses clubes são comprometidos. Tinha um esquema clandestino de apostas que desbaratamos, coincidentemente vindo com esses oligarcas russos que estavam querendo se apoderar do futebol brasileiro. Não detectamos se há uma relação direta ou indireta. Em outros países, é um problema crônico. Na Ásia, as apostas superam as expectativas de negócios, isso faz parte da cultura deles.

Jornalistas mostraram falhas de segurança, na Copa das Confederações, em julho, na África do Sul. Os estádios estavam desprotegidos até para ameaças de terrorismo.
Quanto à ameaça de atentados para ceifar vidas de pessoas inocentes, acreditamos que há um histórico primário no futebol. Somos 208 países e tencionamos produzir espetáculo, por outro lado temos que considerar que essas ameaças não são preponderantes no futebol. Até porque muitas questões internacionais, muitas diferenças, étnica, religiosa, política, no âmbito do futebol não existem. Há responsabilidade e comprometimento dos chefes de Estado e das pessoas envolvidas nesse grande espetáculo com a segurança do evento. Não significa dizer que estamos inertes ou despreocupados com o que possa acontecer. Há planejamento. Dia 21 de agosto, vamos fazer um workshop, em Assunção (Paraguai), visando exatamente ao problema da segurança de estádio, primariamente a segurança dos torcedores.

Ano passado, houve uma tragédia lá (em Assunção), no principal estádio (Defensores Del Chaco).
Por isso, o workshop será lá. Se não tiver segurança e paz, dentro ou nas imediações do estádio, temos convicção de que não se pode ter jogo.

Mas hoje a violência de torcidas está mais relacionada a confrontos fora do estádio, não?
Sim, fora do estádio é também preocupação nossa. Ter a garantia de que o torcedor vai sair de sua casa e vai assistir ao espetáculo se sentindo seguro e nada vai acontecer. Contamos também com a colaboração das autoridades afetas à área de segurança pública. Tem que ter um comprometimento dos órgãos de segurança das cidades, é um problema mundial. Nossa comissão estuda como ter um padrão de "estádio Fifa" para recepcionar os espetáculos internacionais, discute qual seria o melhor padrão, mas, na minha avaliação particular, hoje não existe nenhum estádio. Existem estádios que podem, juntando seus atributos, formar um estádio ideal. Isoladamente, não.

Por Protógenes Queiroz às 03h06

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